quinta-feira, 5 de novembro de 2009

CADÊ A MOÇA QUE TAVA AQUI? SUMIU!

... quando eu sumo, de três uma: 1) falta de tempo, ou 2) correria extrema, ou 3) tô amando.

Já sumi daqui pelas duas primeiras alternativas.

... agora é a vez da terceira...

E como diz uma amiga minha: fui ser feliz e já volto.

... que estava bem em tempo mesmo...

E tô tão feliz e criativa que tô elaborando, mentalmente, um novo blog. Dessa vez sobre ciência, neurociência, comportamento, e pitadinhas de bizarrices cotidianas... Como diria Platão, já tá no mundo das idéias...

éééééé, dizem que o amor atrai...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

POR AÍ, SEGUINDO O FLUXO...

Eu... por aí.
Assim, flutuando.
Assim, andando leve.
Meio atrapalhada, mas feliz.
Quarto numa baderna - sintomático, segundo Carpinejar.
A incerteza do que será agora, no pós título de doutora, nem me amedronta mais.
Se a vida foi generosa comigo até agora, por que não seria daqui pra frente?

E eu por aí... assim, flutuando.
Conhecendo uma vida nova.
Numa vida nova.
Bem que o véio, aquele bem preto, me avisou: pôsé, minha fia, é na curva que te pegam...
Tá tudo meio fora do lugar?
Não não... acho que não. Acho que tá tudo indo pro lugar.
Pôsé, véio, tive mesmo aquela surpresa.

Porque nessa minha vida, tudo é mesmo muito intenso.
Esse é mesmo o meu mote.
Quando eu nasci, um anjo louco, daqueles bem doidão,
daqueles que vivem na alegria
disse: vai, nêga! Ser intensa na vida.
Obedeci...

Como diz a Nêni, que hoje terminou uma grande etapa na vida, tão esperada e suada: comigo é assim, com você eu não sei (te amo neguinha, você é um orgulho pra mim! Sua garra e coragem servem de inspiração em muitos momentos. Tô longe, mas tô aí contigo, sempre!)

Só sei isso: tô feliz que não me caibo.

Não sei como foi, só sei que foi assim.

E olho pro lado direito agora e vejo uma cena que, na verdade, tenho a impressão de ter visto a vida toda, ou pelo menos de tê-la buscado a vida toda.

E praquela pergunta que andam me fazendo, que fazem pra todos que vivem essa fase do pós título, sobre o que vai ser agora: não sei. Mas acho que vai sê bem bão...

... isso porque não dá pra ouvir daí o que eu tô ouvindo agora, senão daria pra entender na hora...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

EU, DOUTORA. EU, FELIZ.

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"(...)Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta
(Clarice Lispector)

Esse texto da Clarice Lispector está aí porque eu não consigo escrever agora.
Para escrever, é preciso um bocadinho de razão.
Não escrevo desde a defesa da minha tese.
Não porque não queira.
Quero é muito!
Mas não tenho razão suficiente agora.
Não no sentido "motivo", mas no sentido "entendimento, raciocínio, pensamento".
Por que não tenho razão agora?
Porque, agora, eu estou só coração...
Esse feliz e satisfeito e surpreso e encantado coração.
Esse coração doutor.
Esse coração incrédulo e vacilante.
Esse coração meimachucadinho...
Esse meu intenso coração.
Um coração que sabia que existia amor...
... embora soubesse por intuição, e não por experiência...

Eu sou dotôra agora.
Dotôra!
Mas do jeito que eu sou, e me conhecendo como conheço, seria doutora em qualquer lugar, porque era isso que eu queria.

Mas hoje eu entendo porque vim ser dotôra aqui em Florianópolis...

Pra conhecer o amor.

Porque tem muita coisa parecida com amor, mas que não é.
É carinho, é amizade, é qualquer coisa.
Às vezes é loucura.
Outras vezes, doença.
Outras ainda, posse, dominação, substituição ou qualquer outro estado motivacional confuso.
Mas não amor.
Amor é liberdade.
Amor é parceria.
Amor são sonhos comuns.
Gentileza.
Afeto.
Entrega.
Confiança.
Pau-pra-toda-obra.
É "fico por você".
É "vou junto com você".
É tudo isso junto.

Amor, nêgo, o amor é ÍÍÍÍSSO... Agora sim...


E outra hora eu escrevo sobre o que foi a minha defesa e o que aquilo tudo que eu vi lá representou pra mim. Falar sobre tudoissojuntoaomesmotempoagora é demais pro meu pobre órgão muscular sincicial dotado de um nodo sinoatrial que, no meu caso, funciona mais do que em qualquer pessoa que eu conheço.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

AS DUAS MARGENS DO RIO

"Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome", Clarice Lispector, que gosto tanto.

Alexandre Herculano disse: "Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender".

Emitir opiniões sobre o que não se conhece é fazer papel de tolo.
Conhecer o novo é preparar-se para quebrar paradigmas internos.
A eterna novidade do mundo... é conhecer o que sempre esteve ali.
De uma das margens de um rio, a outra pode parecer pequena ou pouco interessante.
Mas mudar de margem, ou fazer a travessia mesmo que não a alcance, obrigatoriamente traz uma outra perspectiva, ampliando horizontes...

Texto abaixo disponível no blog Berlinda Jornalística.

Amor livre
Publicado em Cotidiano por Juliana Sayuri em 18/04/2009

I believe. Quem diria que eu, uma burguesinha metida a jornalista e historiadora, acreditasse no amor livre? Um dos pilares do anarquismo? Amigos, amigos de verdade, diriam. Sempre acreditei no amor livre, mas antes era guilhotinada como libertina. Acreditei, ou agressivamente fizeram-me crer, que era só mais uma menina mimada individualista, egoísta, insensível e insensata, triste, com o universo transladando ao redor do meu umbigo minúsculo.

Mas, às vezes nossos olhos vêem apenas aquilo que realmente queremos ver. E cá os olhos puxados só querem ver o amor livre. A expressividade desse amor no cotidiano é inacreditavelmente libertadora, impondo as vontades e instintos mais arbitrários no mundo absurdamente confuso dos sentimentos. Sentimentalidade? Não estou mais familiarizada. Palavras românticas? Não, obrigada. Compromisso? Au revoir. Não quero romance, quero aventura. Uma espécie de Amélie Poulain louca, inebriada de petites plaisirs, perdida na vida.

Para os anarquistas, a relação de amor livre é inevitavelmente perpassada pela liberdade e pela individualidade dilacerante de cada corpo – não faço ideia do que dizem sobre cada alma. Aos trancos e barrancos conciliando as pulsões da vontade e a incontornável relação social, caímos no desvio, na marginalidade, na alteridade.

Utopia? Sim. C’est la vie. Para que o amor evapore na liberdade, os sentimentos, o carinho, a amizade, a solidariedade e as relações desconsideram e desvalorizam quaisquer resquícios de dominação. Castrados por imperativos morais – e de bons costumes – a maioria de nós se encarcera em prisões deliberadamente impostas. O dominado vê a realidade com os olhos dos dominadores, não é mon chère Pierre Bourdieu? Pois eis que daí advém o sentimento de culpa, para quem acredita no amor livre, diante das prerrogativas insanas da trama de relações sociais.

Vida louca, vida breve, de Cazuza? Talvez. Cazuza era da tribo do abraço. Sou dos tribalistas. Em tempo: muito possivelmente ainda sou ’só mais uma menina mimada individualista, egoísta, insensível e insensata, triste, com o universo transladando ao redor do meu umbigo minúsculo’. Sem pressa: acredito que ainda há um bom tempo para talvez um dia mudar de ideia. Ou não.


Não. Ainda não sou adepta irrestrita do amor livre, pelo menos da forma como o senso comum equivocadamente o interpreta.
Mas sabe que estou começando a gostar dessa idéia...
É que ela está me trazendo uma tranquilidade tão inesperada...
Está sendo uma experiência, realmente, libertadora!

No caminho do meio, entre as duas margens.

... na foto, Leila Diniz.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

CALMANTES, ANSIOLÍTICOS E TRANQUILIZANTES

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Sou bióloga de formação, psicobióloga de mestrado e farmacologista de doutorado.
Estudo os efeitos de substâncias psicoativas sobre o comportamento e a cognição humana.
Tenho particular interesse em compostos bioativos presentes em plantas que possam ser utilizados como calmantes, tranquilizantes, ansiolíticos e antidepressivos.
Estudo as bases neurobiológicas dos efeitos dos psicofármacos utilizados no tratamento da ansiedade e da depressão, como diazepam, midazolam, imipramina, buspirona, sertralina, fluoxetina, amitriptilina, entre tantas outras substâncias.
E, pasmem, sou paradoxalmente contra o uso de psicofármacos.
De verdade mesmo.
Não gosto de ansiolíticos.
Não gosto de antidepressivos.
Não gosto de sossega-leões.
E embora seja hiperativa, não gosto de metilfenidato (ritalina). Mas isso dá um outro post...
Não sou contra quem os utiliza. Sou apenas contra seu uso indiscriminado, como tem sido observado com tanta frequência nos dias de hoje.
Acho que o uso tão frequente - e a prescrição tão frequente - desse tipo de fármaco tem feito as pessoas esquecerem um pouco da capacidade que todos temos de trabalhar pontos difíceis de nossa personalidade, de lutar contra a tristeza, de proporcionar condições de melhora e exercitar o autoconhecimento.
Claro que em casos graves e extremos, de intenso sofrimento à pessoa, sou absolutamente a favor.
E é por esse motivo que estudo isso.
O que sou contra é essa febre do uso indiscriminado de psicofármacos.
Essa semana uma amiga, inclusive, perguntou se eu não tinha ritalina pra dar pra ela, pra estudar melhor (ela vai ler isso, vai se identificar, e acho bom que leia e se identifique mesmo, que é pra tomar a bronca pra valer! Vê se isso lá é coisa que se faça, humpf! Adoro você, mas deixa de ser doida! Já te falei: creizi pípu tudo bem, mas doida não...).
Sou a favor de coisas naturais para tratar crises de ansiedade, insônia, depressão e outros pobremas dos nelvos.
Mas não estou falando de plantas - porque seria arrastar muito a brasa pra minha latinha de sardinha.
Estou falando de COISAS NATURAIS.
Beijo.
Abraço.
Mais beijo.
Mais abraço.
Amigos.
Amores.
Música.
Filmes.
Livros.
Mais abraço e beijo.
Sexo do bão.
Cinema.
Trilhas.
Cafézinho.
Casa arrumada.
Cama quentinha.
Abajur aceso.
Cachorrinha zanzando pela casa.
Telefonemas carinhosos.
Bilhetinhos.
Florzinhas.
Noites bem curtidas.
Bons textos.
Caramelo, Chocolate e Biscoito.
Trabalho que se goste.
Doces.
Comidinhas.
Declarações imprevisíveis.
Surpresas.
Raptos.
Cheiros.
Cores.
Texturas.
Chazinhos.
Maracujá (êêêê, num guentei!)
Cafuné.
Acordar no meio da noite e ver do teu lado alguém querido.
Irmãs.
Reencontros.
Matar saudades.
Elogios.
Banho quente.
Cachoeira.
Gargalhada.
Viagem de carro.
Beijos.
Abraços.
Gente querida.
...
E a lista vai embora. Todos psicoremédios (inventei esse nome). Ou seja, coisas que alteram o funcionamento normal do nosso cérebro e, consequentemente, nosso comportamento e cognição (minha apresentação vai começar mais ou menos assim).
Coisas que podem ser utilizadas sem contra-indicação, sem dosagem certa, sem efeitos colaterais (exceto no caso do sexo, porque aí tem que ter um cadinho de prestenção), sem estigmas, sem parcimônia. 3 ou 50 vezes ao dia. Antes os após as refeições. Sem interação medicamentosa. Pode-se dirigir e operar máquinas. Sem causar sonolência ou te deixar de boca seca (é... mais ou menos... se é que você me entende...).
Todos calmantes.
Todos tranquilizantes.
Todos ansiolíticos.

Eu, nervosinha que sou, posso falar disso como uma PhD... E eu, nervosinha e transparente que sou, sempre lenho (do verbo dar uma lenhada), aqui no blog, quem me magoa. Mas eu, nervosinha e justa que sou, também sempre lambo (do verbo lamber pra valer), aqui no blog, quem me fez ou faz feliz.
Então hoje quero dar uma lambida beeem lambuzada numa pessoa que ontem e hoje foi o meu maracujá. Só por hoje. (tipo os não-sei-quantos passos dos grupos de ajuda mútua, saca? Só por hoje. É boa essa coisa do só por hoje...)
Só por hoje, beibe, quero dar uma lambida de cachorro em você, que me lê.
Você não é a "minha pílula da alegria" (grrrrrrrr, ai que nervoso!).
Sabe por que você não é a "minha pílula da alegria"? (ai que raiva!)
Porque o dicionário diz o seguinte.
PÍLULA: Preparação farmacêutica de consistência firme e forma globular, destinada a engolir-se inteira. 2. Coisa desagradável ou difícil de suportar. 3. Engano, logro.
Você não é coisa pra ser engolida inteira.
É coisa para 'aos pouquinhos'.
Você também não é desagradável - mesmo quando faz merda.
Muito menos difícil de suportar.
Pode até ser um engano, mas espero que não seja um logro.
Você é uma coisa querida.
Como eu.
E, como eu também, é bem mala de vez em quando.

Mas, SÓ POR HOJE, você foi um calmante dos bem bons.
...
Chocolaaaaate me raptou hoje pra levar as crianças pra escola.
A pequena estava ouvindo um cd coisa maaaaais linda.
E aí ouvi essa música que tá lá em cima no videozinho.
Música pra criança com mensagem pra gente grande.
Um ótimo calmante, tranquilizante e ansiolítico também.
Se você tem miúdos em casa, ó gajos (e tenho um moooooonte de amigo que tem), canta pra eles.

"Um dia a lagarta resolve
Se pendurar
Troca de pele, joga as pernas fora
Fica que nem um pacotinho
Até o nome ela muda

Pupa pupa pupa
Lagarta vira pupa
"

Na natureza
As histórias são assim
Voltam pro começo
Quando chegam no fim...

E sobre calmantes e coisas que dão paz, só um último comentário:

"Não se acha a paz evitando a vida" (Virginia Wolf)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

TÔ CUS NELVU!

Eu tô só um pouquinho nervosa.
Só um pouqinho.
É bem pouquinho.
Quase não dá pra perceber.
Bem pouquinho mesmo.
Tá sussa.
Tranquilinho.
Tô só um pouquinho alterada.
Só um cadim... bem um bocadim...
Não sei nem o porquê dessa taquicardia, da insônia, da falta de apetite, da dor de estômago.
E, por falar nisso, dá pra acreditar que eu - logo eu! - não tenho nenhum dos volumes do MULHERES ALTERADAS, da Maitena??
Dá pra acreditar?!
Dá?!

Hoje tocou o interfone enquanto restavam apenas 3 horas pra terminar a preparação pra prévia. Que me pediram, ontem às 15 horas, pra apresentar hoje às 16 horas.

"QUE QUE FOI?!"
"Ahn... ééé... desculpa, só pra avisar que caiu uma roupa sua pela janela.
"POR QUE QUE ELA CAIU?! AH, TÁ LOCO!"
(desce pra pegar a roupa e encontra a desafortunada e caridosa pessoa que comunicou a queda da roupa - já chega chorando...)
"AI, DESCULPA QUE FUI GROSSA!"
"Magina, não esquenta. A gente fica alterada mesmo na TPM".
"MAS QUEM FALOU QUE TÔ COM TPM! NÃO TÔ COM TPM! TÔ COM TESE, TESE, FILHA, SABE TESE?!"
"Nossa... sabe que minha prima teve isso. O médico descobriu só depois de um tempo?!"
"(....). Tá... Melhor eu subir"

... alguém sabe de alguma coisa pra acalmar?

MARACUJÁ NÃO VALE!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

INFÂNCIA REVISITED

Normalmente, eu penso bastante na minha infância. Mas hoje, por ser 12 de outubro, pensei ainda mais. E deu pra perceber que tenho tudo aqui dentro ainda. Felizmente, meu lado criança tá vivo. Bem vivo. O bom é que ele tá vivo, mas não suplanta o adulto - porque tem muita gente que não consegue botar limite entre um e outro, de forma que se confundem muitas e muitas vezes.
Ao longo do tempo, diferentes pessoas já me fizeram o mesmo comentário: você é uma menina grande. Cabeça de mulher, corpo de mulher e jeito de menina.
Isso é um tremendo elogio.
Principalmente nos dias de hoje, em que muitos se esqueceram do que já dizia Cliché Guevara sobre endurecer jamais, e endureceram...
E aí hoje me deu uma vontade de pontuar algumas coisas importantes - sob meu ponto de vista - da minha infância.
Principalmente porque esse ano tem sido um ano extremamente importante pra mim, que tem me trazido infinitas possibilidades de amadurecimento, um grande desafio para a criança que mora aqui dentro. Ou ela vai, ou ela racha. Mas ela tem ido... às vezes dá uma chorada, às vezes faz umas birras, se joga no chão, diz que vai fugir de casa, mas tem ido bem.
Então, lá vai.

- Minha lembrança mais antiga: um rádio-relógio com números vermelhos digitais, que eu conseguia ver no final de um corredor, em cima de um criado-mudo. Eu tinha 2 anos. Acho que é a memória mais antiga que tenho.
- Depois, a segunda memória mais antiga, um episódio dos Barbapapas.
- 1982: minha primeira irmã nasceu. Pra evitar a ciumeira, meus pais prepararam o terreno da forma mais incrível que eu já ouvi falar: eles mandavam entregar presentes na minha casa, pra mim, e diziam que era minha irmã Livia que tinha mandado, quando minha mãe estava grávida. Foi nessa que eu ganhei uma cadeira de balanço pela qual tinha loucura. Lembro que quando a Livia chegou em casa, eu já era fã dela, ela já era minha parceira, porque uma figura gente fina assim, que mandava presente antes da estréia, não se encontrava em qualquer lugar. A primeira vez que eu a vi, pensei: Meu Deus, como eu faço pra ter um cabelo branco desse, igual ao dela? Era o bebê mais lindo que eu já vi na vida, nunca nenhum outro superou. A partir daí, minha mãe colocava a Livia-bebê todas as manhãs na minha cama, pra eu acordar feliz, olhando pra ela. Também foi o ano de estréia de ET, e eu desenvolvi uma estranha obsessão por seres esquisitos (que acho que se manteve até hoje...)
- 1983: nasceu minha segunda irmã. E lembro que foi meio tensa essa época, porque ela nasceu de 8 meses e não chorava. Ela era tão pequena que eu tinha medo de quebrá-la... Foi paixão à primeira vista. Tudo o que a Livia-bebê-e-criança tinha de bebezão, a Lenita-bebê tinha de frágil. Mas daí o tempo passou, ela atingiu quase os 1,80 de altura, virou campeã de judô e ficou tudo bem... Foi nesse ano, também, que eu esfreguei um grampo de cabelo no meu braço até machucar e culpei a professora. Minha mãe foi lá, desceu o cacete na escola, fez e aconteceu, pra depois passar carão comigo, dizendo "Fui eu que fiz com o grampinho". Tudo bem, a vida fez justiça: sou professora hoje.
- 1984: eu acho que foi nesse ano que mudamos pra Curitiba, mas não tenho certeza. Mas da vida em Curitiba eu não falo.
- 1985: minha primeira lembrança política: o Tancredo foi eleito presidente e morreu na sequência. Eu me lembro de ver muita gente triste, lembro até que chorei (nem sabia porque, mas tava todo mundo chorando...). Pressentia que não vinha coisa boa... Foi também o ano do cometa Halley e eu PIREI com essa história. Lembro que eu queria ir embora no cometa, porque eu me achava meio diferente das outras crianças, meio louca, sei lá... Básico. Esse estado me acompanhou, como pode ser percebido...
- 1986: meus pais pagaram uma viagem de acampamento pra mim, com a escola. A maior roubada. Punk-rock-selvageria-total. Lembro de um sapo e uma aranha-mega no quarto. Eles me tiraram da escola no meio do ano por causa disso e conseguiram uma vaga num dos melhores colégios da cidade. Eu entrei nessa escola, dei uma cadeirada num guri abusado e fui pra diretoria. Foi a primeira de uma série... Inaugurou o capítulo Elas x Eles e foi a primeira vez que percebi realmente que homens e mulheres eram bem diferentes. E que eles me tiravam do sério.
- 1988: me lembro das notícias sobre a morte do Chico Mendes. Lembro que ficava pensando: mas por que mataram um cara que queria proteger as árvores? Veia biológica aparecendo... Foi também mais ou menos nessa época que quase deixei meus pais loucos com bilhetes de NÃO ESQUEÇA A MINHA CALOI, porque eu queria uma Caloi Cross Extra, enquanto todas as outras meninas andavam de Cecizinha. Eu queria ser radical! Oh yeah! Veia mutcholoca aparecendo também... Presidência da rua, arrecadação de comida pros pobres (e ainda brigava com os vizinhos que queriam doar gelatina, dizendo "Você acha que o pobre tem gás pra esquentar a água pra fazer a gelatina?!"). É dessa época uma das memórias mais lindas que tenho até hoje: minha mãe organizando um mutirão de arrecadação de donativos para os desabrigados das enchentes do Rio de Janeiro. Nosso quintal, sala e um dos quartos ficaram abarrotados de coisas e ela passava dia e noite selecionando. Depois conseguiu um caminhão pra levar até o Rio. Lembro que ela era a minha heroína por conta disso! É dessa época também umas memórias bem tristes da minha família...

Bom, daqui em diante, não consigo mais colocar em datas.
Mas lembro do arroz-doce da minha avó, que eu adorava. Até o dia em que ela guardou o arroz do lado do sabão em pó e o doce pegou gosto. Uma desgraça!

Lembro também da Guerra do Iraque, em que eu comprei um caderno e documentei todos os dias de noticiário sobre a guerra, todas as manchetes, recortes, tudo. É que nessa época eu queria ser jornalista. Mas depois passou a vontade. Da sessão PROFISSÕES, quis ser jornalista, engenheira aeronáutica, professora de educação física e bióloga. Optei pela última.
Lembro do pogobol e dos tombos homéricos que eu tomava.
Lembro do meu pai escorregando numa pedra, numa cachoeira, caindo e se machucando, e do meu avô caindo na escada: foram as primeiras vezes que eu senti que a vida não era justa. Porque pai e vô não tinham sido feitos pra se machucar, droga!
Lembro de ficar me equilibrando em pé em cima do muro da sacada de casa.
E da minha mãe entalada entre o guarda-roupa e o teto, depois que tentou limpar-tudo-bem-limpinho, com era de praxe... E a gente com a filmadora do pai filmando tudo e se acabando de rir (sorte que não tinha youtube naquela época, senão a bunda da mãe tinha ganhado cadeia nacional).
Lembro das brincadeiras de aventura na chácara - em que o mais ralado ganhava.
E de colocar uma lasca de frasco de yakult entre o paralama e o pneu da bicicleta, pra fazer TRRRRRRRRRRRRRR e parecer uma motinho - menina radical.
Dos barrancos - eu tinha loucura por barrancos - em que eu queria descer perigosamente.
Dos animais que apareciam na chácara - e da dor profunda que eu senti quando atingi uma perdiz com o meu estilingue. Jurei que nunca mataria nenhum ser vivo em toda minha vida. Lembro que quis quebrar o juramento quando comecei a namorar...
Brincava de pobre com a minha prima. A gente tinha uma estranha obsessão com pobreza. Brincava de favela, umas coisas meio sádicas, credo. Não sei de onde veio isso. E a gente também escravizava umas primas da minha mãe na brincadeira: elas tinham sempre que lavar o chão e nos servir. Credo, meninas más...
Lembro dos finais de semana na casa da vó e da confusão que eu criava ao esconder a chave do carro, porque queria dormir lá.
Meu avô contando a mesma piada sempre, que eu AMAVA, do bechano-méau.
Meu primo e eu se arrebentando na porrada, e depois sendo os melhores amigos de aventura.
A gente zoando a minha prima, que se tornou uma grande amiga depois.
Eu e minhas irmãs sempre juntas -uma por todas e todas por uma.
O uniforme tenebroso da escola, vermelho.
E muitas coisas mais que, por si só, dão um blog.

Lembro que senti que minha infância tinha acabado quando tinha 14 anos e meus pais se separaram. Uma tristeza funda e uma atrapalhação imensa nas idéias. A tristeza passou aos poucos, mas a atrapalhação, essa tá aqui até hoje... Mas depois vi que tinha me enganado, que minha infância não tinha acabado. A minha imensa capacidade de me surpreender com tudo, de me admirar com as coisas, de curtir tudo até a última gota, de fazer festa, de ter amigos, de estar sempre aprontando, sempre em aventuras, sempre na adrenalina, mostra que a minha infância nunca acabou. Que eu apenas cresci, sem assassinar a criança doida que eu fui. Que subia pelos batentes e se jogava do alto, que fazia caixãozinho pra dar um velório digno às formigas, que vivia se estabacando pelos cantos e não dava paz à minha mãe. Que levava os professores pra diretoria quando eles não se comportavam bem. E que chegou a judiar muito de uma garota na escola. Já procurei por essa ex-garota-hoje-mulher muito na vida, e nunca a achei. Queria pedir desculpas pela idiota que fui e por tê-la feito chorar. Nunca a achei, uma pena. Procuro pelo nome e sobrenome dela mas nada. Olha, se serve de consolo, sofri bastante pelos mesmos motivos também, colega. Desculpa o mal jeito... Pago na próxima, se eu não te achar nessa.

Uma coisa da qual me lembro era que eu queria ser doutora. Não sei porquê. Não sei onde vi isso. Lembro até que meu tio dizia que se ele tivesse mais um filho, o nome seria DOTÔR. Porque mesmo pobre, todo mundo teria que chamá-lo de DOTÔR. Lembro que a primeira vez que quis ser doutora, foi pra achar a cura da AIDS. Táloco, minina doida...

Daqui a 10 dias vou ser doutora... E aí?
Bom, aí vai ser partir pros outros sonhos de criança.
Dominar o mundo!
... ou coisinhas mais simples, como ter uma casa de tijolo à vista e com muito barranco, pra eu brincar de aventura com as crianças - minhas ou dos amigos -, talvez um jipe na garagem (porque colocar lasca de frasco de yakult na bicicleta não vai pegar muito bem) e alguém pra dividir a vida, ou partes dela. Porque esse último aí também era um sonho de criança, encontrar alguém que também gostasse de aventuras como eu e com quem eu pudesse me divertir e fazer dos sonhos, realidade. Já cheguei bem perto desse desejo de criança algumas vezes, mas ainda não como eu quero. Mas, eu já disse: nunca fui uma criança comum. Nunca fui muito chegada em príncipe...

E é aqui que entra uma das coisas mais atuais e divertidas que ouvi nos últimos tempos.
De autoria de CHOCOLAAAATE, lá vai:
"Eu não sei de onde esses hómis tiraram essa idéia de querer princesa, gente.
Eles não são bonitos, não têm cavalo, nem castelo, não enfrentam o dragão e ainda querem princesa???"

Os príncipes nunca me interessaram muito. Eu sempre gostei mesmo é do lobo mal... Mas eu já tô desconstruindo essa crença aí também. Hoje prefiro os Wolverines. Por que? Traóra explico...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

VIDA MUSICADA NA MADRUGADA

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... tolice é viver a vida sem aventura...

se é loucura então melhor não ter razão...



"que barulho é esse?"

"é passarinho..."

sábado, 10 de outubro de 2009

O MUNDO EM 3D

... não necessariamente nessa ordem...

"- Esse palitinho é uma menininha linda e alegre que gosta de outro menininho. Esse outro palitinho, assim meio desengonçado, é o menininho. Esse terceiro palitinho (um palitinho em pé sobre o outro).... ohhhh, quem será esse palitinho?
- Ô ôu, o palitinho comprido acaba de quebrar a coluna na altura de L2. Coitada dessa palitinha, da cintura pra baixo não tá sentindo mais nada...
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
- Pára, pára, tão olhando pra gente!
- É por isso que tem gente que não gosta da gente. Porque, mesmo passando por poucas e boas, estamos sempre assim, nos matando de rir.
- Não. Acho que tem gente que não gosta da gente porque pensa que a gente dorme junto e queria estar no meio.

- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
- Então, mas agora eu tô na filosofia de BANALIZAÇÃO DO "EU TE AMO"
- Para com isso!
- Nada, gente, dá certo. Quer ver? Garçom, por favor!
- Não faz isso!
- Por favor, você pode me trazer uma Schwepps? Eu te amo.
- Obrigada! Vou te trazer um doce também, de cortesia.
- Viu?
- HAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHA
- Tá. Agora arruma o cabelo dela.
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
- O que vc acha de começar a usar aquelas argolas das mulheres africanas?
- Não, não, não vai combinar muito com seus olhinhos puxadinhos..
- HAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHA

- Gente, o cara veio me perguntar, desesperado, se eu não era namorada do fulano!
- Nossa. Mas como foi isso?
- É que ele achou que eu e você estávamos juntos e ficou apavorado. Ficava dizendo: vai dar briga, vai dar briga!
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
- Javali, hiena e os gambás-manos. Quequecêis acham?
- Ah, sim, o javali sim. Com aquelas penugenzinhas em cima da cabeça.
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
- Corta o dedo! Zupt! Corta o dedo podre.
- Ai, para, meu diafragma tá doendo.
- Ow, aquele loirão ali com cara de psico tá olhando pra mim. Acho que ele me persegue, porque em todo lugar que eu vou eu encontro com ele.
- Ai, credo, não vi nada ali.
- Ah, mas não tem cara de esquisito? Eu gosto de esquisitices.
- Eu conheço alguém que não gosta.
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
- Não, você não gosta de esquisitices. Você gosta de psicos. Psicop......
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
- Mas o que é isso?! De onde vcs tiraram essa palavra “psicop....”?
- Ah, a gente não pode te falar.
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
- Sabe porque eles acham que têm mais conversa entre eles do que nós entre nós? Porque se esquecem do que dizem e repetem tudo de novo.
- Vocês conhece a piada da ervilha?
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
- Gente pára, em nome di jisuiz, tô com dor no diafragma.
- Tá, vamos pedir mais? Vamos pedir de 10 em 10 de cada um agora.
- Cêis tão loco, pelamordedeus! Não cabe mais nada.
- Pô, queimou mesmo meu vestido.
- É esse fogo na bacurinha...
- Que fogo? Que fogo? Não tem fogo nenhum aqui...

- Daqui a pouco entra em autocombustão
- Não. É emissão de raios B.
- Raios B? Quiéisso?
- Não fala pra ele, não fala pra ele!
- Mas eu já falei...
- Ai caramba!! Tem coisa que não pooooode falar.
- Mas o que vocês tem hoje???
- Probleminha nos ovários...
- HAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAA
- Ow, mas acho que rola um ciúme mesmo...
- Ciúme??? Magina!
- Ai gente, quebramos todos os palitinhos. Vamos ter que fazer uma fogueira com eles.
- Nossa, mas vai ser um tal de gente sentindo fogo nas partes.
- Que que você tá fazendo? Larga esse celular! Larga!
- Mas eu só tô vendo a hora.
- LARGA!!
- Ah. Cada flor dessa tem um nome.
- Ué, mas tá faltando um... Você vai ficar sem?
- EU NÃO QUERO! EU NÃO QUERO! EU TÔ COM TRAUMA.
- Tá. Eu tenho esse jeito meio maluco de falar as coisas, mas quando eu digo é porque pensei muito antes.
- É. Você tem toda razão.
- É. Tem mesmo.
- Eu digo... eu não sou tão doida quanto pareço...
- É. Não é.
- Moço, moço. Suspende os 60 sashimis que eles pediram, pelo amor de Deus.
- Cadê a sobremesa, caaara?! Vocês comeram tudo???
- Gente. O psico continua me olhando...
- OLHA PRO OUTRO LADO! PELO AMOR DE DEUS! (em coro!)"


... e é sempre assim. Uma delícia!

Não troco, não vendo, não empresto, não cedo, não divido.

É tudo meu.


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O SORRISO DO GATO DA ALICE E A CHEGADA DA SÉTIMA CAVALARIA!

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"- Ora, quem estaria cantando?
- Perdeu algo?
- Oh! Não, não, isto é... eu estava pensando...
- Está muito bem... Um momentinho. Segundo verso (gato canta) [O CARA SABE ATÉ A MÚSICA!].
- Oh oh, você é um gato!!
- Mestre Gato.
- Oh, espere, não vá! Espere!
- Muito bem. Terceiro verso.
- Não, não, não, não. Obrigada. Mas eu só queria saber que caminho tomar.
- Oh, isso depende... do lugar aonde quer ir.
- Oh, realmente não importa, desde que eu...
- Então... não importa que caminho tomar... Oh, vamos ver. Se você quer saber, ele foi por ali.
- Ele quem?
- O coelho branco.
- Foi?!
- Foi o que?
- Foi por ali?!
- Quem foi?
- O coelho branco!
- Que coelho?
- Mas não me disse que... que coisa!!
- Você sabe fazer isto?
- Humpf!
- Eu aqui... se eu procurar seu coelho branco, iria ao Chapeleiro Doido?
- Ele é doido?! Não! Não quero!
- Bom, então a lebre... naquela direção.
- Oh! Obrigada. Eu então vou visitá-la
- Ela também é maluca...
- Mas eu não quero ver gente maluca!!
- Oh, não pode evitar. Tudo aqui é maluco. HA HA HA HA HA Você não notou que eu estou mais lá do que aqui?
- Que coisa! Se todos aqui são assim, é melhor não contrariar...
"



Duas pessoas que são apaixonadas pelo sorriso do gato da Alice desde pequenas e que sabem de cor as falas do trecho do gato, no filme "Alice no País das Maravilhas": qual a probabilidade de se encontrarem na vida?!
Com certeza maior do que a de se REENCONTRAREM a alguns-muitos km de distância...
Mas não é que eles se reencontram???

... porque não se pode evitar: tudo aqui é maluco.

MESTRE GATO E DOTÔRA ALICE.

... porque a gente sempre foi um grude mesmo...

... e é melhor não contrariar!

Eu acho que vi um gatinho! Com um sorrisão deeeesse tamanho!

Que bom te ver!

Que bom vai ser!



PS: E eis que a mocinha é salva do moço malvado pela SÉTIMA CAVALARIA aos 45 minutos do segundo tempo.... ufa.... achei que dessa eu não escapava...


domingo, 4 de outubro de 2009

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA À GUERRA NUCLEAR

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Tenho lembrado muito da minha mãe nesses últimos dias, porque ela me fazia rir quando eu estava mal e, rindo, as coisas pareciam um pouco melhores.

Ela tinha um livro absurdo, de um ufólogo que esqueci o nome, mas absurdo mesmo, que se chamava MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA À GUERRA NUCLEAR (sim, a minha doidêra é cromossômica). Dá pra acreditar num troço desse? Mas eu lia e rachava o bico do cara ensinando como se construía um detector de radioatividade, entre outras bizarrices. Nada contra a escrita do cara. Afinal, o que seria da graça do mundo se não fossem as bizarrices?

Bom, mas eu ando desconfiada de que, para sobreviver à guerra nuclear, ou a qualquer outra catástrofe que se abata sobre nós, uma única coisa é necessária: RIR.

Rir muito.
De tudo.

Ontem eu senti uma dor horrível no tórax e abdome. Cada vez que eu espirrava, tossia, ou qualquer coisa do tipo, sentia a dor. Eu e minha veia catastrófica pensamos: "Pronto, agora a úlcera perfurou!". Aí que eu me toquei. Tô com dor de tanto rir. Porque essas criaturas adoráveis que me cercam andam muito inspiradas. Cada coisa que tem saído dessas bocas que tá lôco... Acho que nunca ri tanto em tão pouco tempo. É porque quando não tô rindo das palhaçadas, tô chorando, então eles estão se revezando na função, por medo de que eu entre em estado crítico de desidratação. O registro abriu e não há meios de fechar. Mas deixa, deixa sair. Tô num fim de ciclo, não quero guardar nada de ruim. Estou me libertando de tudo de ruim que passou por mim. Então melhor que saia tudo mesmo, do que se transforme em células alteradas...

Mas é isso.

A gente sobrevive a tudo.

A diferença é que, rindo, fica mais fácil.

E é RIR que eu quero agora. Muito. De tudo. Tô treinando.

Lá em cima, um videozinho antigo bizarríssimo que adoro!

I will survive, oh yeah!!! E Deus que me perdoe a blasfêmia...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

DÁ-LHE XICO SÁ!

DÁ-LHE XICO SÁ!
MACHO QUE É MACHO!
Enviado a mim por uma amiga indignada... Acho que quase tanto quanto eu.

MODOS DE MACHO - O cafajeste tem de ser um doce cafajeste
Sex, 02 Out, 10h24

Por Xico Sá*, especial para BR Press

O cafajeste ou é um doce cafajeste, um cafajeste lírico, poético, romântico, decente... Ou é muito risível. Não há outra saída para este animal. Ou tem a manha ou torna-se caricato na primeira piscadela.
Ou é um dublê do Peréio ou apenas um ensaio de Didi Mocó Sonrisal. Didi é gênio, ora, mas é macaco de outro galho. O cafajeste amador é piada. Quer traçar todas e a nenhuma se devota. Blefe. Não sabe, nem nunca procurou saber, que, no amor e no sexo, não existe mensalão nem milagre.
O cafa poético não é nada óbvio. Sabe, inclusive, que nem só de bonitonas e gostosas vive o homem. É capaz de devotar-se àquela mulher que ninguém dá nada por ela. E, de repente, descobre que se trata de um sexo sem precedentes, um vulcão nunca dantes despertado para as artes da alcova.
O cafa amador parece vestir-se sob encomenda de um personal stylist: falsa malandragem, cafuçu de araque. E sempre com um pé no metrossexualismo ou na tendência. No cafa romântico qualquer peça lhe cai bem, a ciência da pegada está no olho e no drinque caubói, por supuesto.
O doce cafajeste entra no saloon e não atira para todo lado. Não gasta balas à toa. Sempre escolhe um alvo. O caricato desfalca o colt até com as mulheres dos amigos, embora não tenha arma para matar sequer uma formiga a caminho da roça.

Falso e romântico
O falso cafa é só garganta. Transando ou não, diz que transou, fez e aconteceu, e ainda espalha a lenda urbana. Seu caminhãozinho não perde a viagem... Mas areia que é bom, necas.
O cafajeste romântico é discreto. Acredita sobretudo, e caso a caso, na arte da conquista, na devoção pura e simples. Nem que seja por uma noite apenas e nada mais. Diante dele, toda mulher se sente uma bonequinha de luxo. O canalha amador faz falsas promessas. O cafa romântico, evoluído, sabe que a fêmea moderna pode muito bem estar querendo... apenas sexo.
O cafa caricato se acha. O doce cafa sabe que hoje está por cima e amanhã pode muito bem estar por baixo - mas que seja, pelo menos, de uma bela cria da nossa costela, claro, no bafo.
No catecismo do cafa romântico, não há nojinhos nem proibições - ele se sujava todo chupando manga na infância e hoje sabe, por causa dessa pedagogia, como o sexo oral é uma arte.
O amador é asséptico e limpinho, corre sempre para o chuveiro depois da transa.
O cafa amoroso, amigo, se pudesse, voltava para o útero por dentro da mulher mais linda da cidade, como na crônica do amor louco do velho safado Bukowsky.
O amador se contenta, muitas vezes, com um sexozinho virtual no Messenger. Sem cheiros, sem odores... Ele ainda não sabe que para curar um amor platônico é preciso uma trepada homérica, como diria o poeta Eduardo Kac, gênio de Copacabana, da bioarte e seus arredores.
(Xico Sá, é jornalista e escritor. Nasceu no Cariri, em 1963, foi criado no Recife. Atualmente, vive em São Paulo.)


... como diria meu amigo Biscoooooito: é, ãhn, hum... rã rã... então.....

... antes bonequinha de luxo que bonequinha inflável...


PS: Agora são uma e pouco da madrugada de sexta pra sábado, de uma das semanas mais conturbadas dos últimos tempos. E eu não queria estar em nenhum outro lugar que não o lugar onde estou agora. Nem vendo nada que não fosse o que estou vendo: um tapete, quatro pessoas, uma dormindo, outra se matando de rir da pedagogia da manga, outro de bruços tendo um ataque de riso porque tá ensaiando atender o telefone e dizer que "tá com a boca ocupada"... Eu com esses zóio inchado de quem está desidratando pelas órbitas, mas feliz por estar onde estou. Porque aqui não tem nenhum cafa. Só gente feliz e querida. Felizmente.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

COCÔ DE ANDORINHA

Poeminha sentimental

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.
(Mario Quintana)

Em reunião interna hoje, começamos a organização do documentário: "DIFERENTES VERSÕES SOBRE O QUE É O AMOR", que vamos começar a filmar no feriado...

Coincidência né?

Eu, Caramelo, serei uma das primeiras entrevistadas do documentário, junto com os meus amores Chocolate e Biscoito.

Não sei direito o que vou responder à única pergunta que será feita no filme.

... mas, com toda a certeza do mundo, sei que não é isso.

AUTOTRANCAMENTO

... hoje é um dia em que eu gostaria de me trancar dentro de mim e não sair nunca mais ...

... porque as coisas aqui do lado de fora estão muito difíceis...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

LA GONGA - HOJE, NO BLUES - NABBA


Tem gente que tá achando ainda que é brincadeira...

Então, pra gente não passar por mentiroso, ali em cima vai a notinha que saiu hoje na CONTRACAPA do DC. Táix satisfeito, nêgo? Besteira pouca é bobagem, num tein?

Como se não bastassem as nabas da vida, hoje tem NABBA no Blues, uma versão, digamos, esquizo-psicodélica-alternativa-underground de ABBA.

Como a gente vai ter coragem?

Ah, fácil.

Já fizemos muuuuuuita coisa pior.... e nem tão engraçada assim.

LA GONGA - NO BLUES VELVET - 30/09 - 22 hs

Chico, Van, Li e Lili cantando ABBA.

VÂMO LÁ DAR UM APOIO MORAL!!
... pelo menos, será uma das únicas vezes na sua vida que você vai poder gritar NABBA! NABBA! QUEREMOS NABBA!, sem passar por um tarado....
(é, porque eu andei sabendo que tem gente com, digamos, uma certa hiperfuncionalidade psicossexual por aí... hahahahhahahahaha - tá, pssssssiu, piada interna. Parei! Vou tomar um tapa na cabeça...)

PARA DESENTRISTECER O MEU CORAÇÃO TÃO SÓ...

ÃÃÃÃFFFUUUUUUU (uma respiração daquelas bem fundas).

Puta saudade...

Eu sempre fui teimosa e persistente em tudo.

Mas a passagem do tempo tem me ensinado que tem algumas coisas que é melhor não insistir... ainda mais se elas vêm de anos. Séculos, vai saber...

Mas, porra, como é difícil.....

E olha que embora eu seja bem boca suja, não costumo falar palavrão aqui.

Um filhote de leão...

E um rombo no peito - que eu disfarço bem.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

...PORQUE RIR É MUITO BOM! - LA GONGA

Porque nóis é tudo doido mesmo...
Porque nóis é tudo doido do bem.
Porque nada é tão bão como se divertir...
Porque nóis AMAMOS rir dos próprios vexames...


ENTÃO SIMBORA RIR JUNTO CONÓIS!!!

LA GONGA - NO BLUES VELVET - 30/09

Chico, Van, Li e Lili cantando ABBA.


Se tu perdê isso, é porque é maixs doido que nóisx, não tein ó?
PS: eu e minhas idéias estranhas... num sei quiquitáconticêno comigo. Ultimamente tô tendo cada idéia... Ui!


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A MÃE DAS MOÇAS GUERREIRAS

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De vez em quando tomo umas broncas da gêmea-caçula, por ela achar que me afasto da Moça Guerreira.
Mas não me afasto não...
Pelo contrário.
Trago ela sempre comigo.
Quem me conhece, em diferentes sentidos, percebe fácil.
E é por isso que adoro vento...
Dia de vento na ilha é dia de contentamento.
E sempre que chamo por ela, ela responde.
O dia dela é quarta-feira.
A cor dela, vermelho (embora alguns digam que também seja o amarelo).
Seu elemento, fogo.
Sua saudação, eparrei oiá.
Seu número, 9.
No sincretismo, Santa Bárbara.
Seus filhos têm temperamento forte, são inquietos, extrovertidos, alegres e adoram rir.
Geralmente, dotados de grandes gargalhadas.
Não gostam de preconceitos e lutam contra eles.
São transparentes e não disfarçam alegria ou tristeza. Dão muita risada, ou choram pra valer.
Enfrentam as coisas de peito aberto e são muito leais. Porém bravos...
Possuem um olhar de tempestade.
E não têm medo do trabalho.
Gostam de plantas e conhecem as medicinais.
Por quem amam, andam sempre de espada em punho.
Suas filhas costumam ter vastos cabelos e olhos que falam sozinhos...
São agregadores e gostam de pessoas.
São os filhos de Iansã...

Parece que sou uma?

Hoje eu pedi a ajuda dela. E quando o vento me fez correr condomínio abaixo atrás das minhas roupas que voaram de dentro do quarto, eu percebi que ela havia escutado. Como sempre!

Eparrei, moça guerreira!


Vamos chamar o vento...
Vamos chamar o vento...
Vamos chamar o vento...

SOBRE VELOCIDADE

"Direção é mais importante que velocidade"

- Clarice Lispector -



SAP 1: Saber se o lugar pra onde se vai é seguro é mais importante do que controlar a velocidade da viagem...

SAP 2: Não importa se vai rápido ou se vai lento. O que realmente importa é saber se vale a pena ir...

Mas ninguém entende o que eu quero dizer, meu Deus!!!!!!!!!!


Entendeu agora, Dotôra, ou quer que tatue???

PS: Até o Rubinho sabe que ir devagar não é sinônimo de sucesso, e mesmo assim ninguém me entende!!!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

DESEJOS DE PRIMAVERA...

Listinha de desejos para a Primavera:

- jardim bem cuidado
- borboleta
- a última frase do poema do Quintana que junta isso tudo...
- um título muito desejado
- vestidinhos bem fresquinhos
- pôres-do-sol
- sucos de frutas
- dormir de janela aberta
- caminhadas pela praia
- frutos do mar
- lambrusco gelado
- paz
- amor, se possível muito


E flor, para a menina com flor no corpo...


"(...) E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.

(...) E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos - eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfrentando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor
."

Ah, tá louco né Vinícius?! Tá louco... Só de ler uma coisa dessa já dá negócio....

SEJA BEM VINDA, PRIMAVERA! E CHEGUE COM BASTANTE FLOR.
Você nunca foi tão esperada...


PS: eu escolhi aquela imagem lá de cima por ser simples e alegre ao mesmo tempo. Mas aí lembrei de uma outra que foi feita para uma campanha, há alguns anos atrás, e que se chama A ROSA... Fiquei em dúvida. Na dúvida, coloquei as duas. Não pedi autorização pro artista para colocá-la aqui... Mas acho que estou autorizada né, Rô? É uma questão de direito de imagem, hehehehe - da minha própria imagem...
Então vai. A simples lá em cima. A da campanha, cá embaixo. A menina com uma flor... ela, que é louca por flores...